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O nome de São Paio de Farinha Podre, deve-se a esta povoação ser uma das freguesias que faziam parte da sede do antigo concelho de São Pedro de Farinha Podre, extinto em 31 de Dezembro de 1853. Além de São Paio, era constituído pelas freguesias da sede, Oliveira do Cunhedo, Paradela, Travanca, Cortiça e Covelo.. Em 1290 D. Dinis pela inquisição ordenou que o mordomo régio de Penacova entrasse nos lugares de São Pedro D´Alva, São Paio do Mondego, Paradela da Cortiça e Lufreu. Por decreto de 31 de Dezembro de 1853, São Paio da Farinha Podre passou a ser sede de uma nova freguesia do concelho de Penacova. Antes pertenceu ao concelho de Tábua.
A 28 de Setembro de 1985 de acordo com o Decreto-Lei nº 74/85, foi aprovada, pela Assembleia da República, a alteração do nome da freguesia para São Paio de Mondego. A opção veio pela proximidade com o rio Mondego. Em 1808, quando aconteceram as invasões francesas, a Igreja Matriz, com apenas pouco mais de sessenta anos foi incendiada, dizendo os escritos, que ficou sem telhado, sem bancos, sem altares e sem o ouro que era natural naquela altura existir, o Cálice, vários castiçais de prata e muitos outros bens de incalculável valor patrimonial. A Igreja Matriz foi reconstruida com a vinda de altares de Braga de uma igreja em remodelação, dinheiro de gente abastada de vários cantos do país, em especial de Porto e Lisboa e acima de tudo “do trabalho” da gente desta terra que, sempre foi incansável na luta por objectivos comuns.
"Farinha Podre está envolvido em lendas. Uns dizem que se deve à grande quantidade de milho produzido nos terrenos férteis das suas ribeiras, cujo grão depois de transformado em farinha, acabava por apodrecer em casa dos senhores da terra, por falta de escoamento, pois as vias de comunicação eram inexistentes e os poucos transportes serem feitos por tracção animal para o porto fluvial da Raiva, de onde partiam as mercadorias em barcas serranas em direcção a Coimbra e Figueira da Foz.
Outros dizem que esse nome provém de esta terra em tempos imemoriais, ter possuído um celeiro, onde os trabalhadores desta região depositavam os seus tributos para os donos da terra, acabando os mesmos (depois de transformados em farinha, num moinho movido pela tracção humana ou animal) por apodrecer, pois os donos da terra não davam vazão ao seu consumo.
Dizem ainda, que esta terra pertenceu a uma abastada família de Góis, chamada Vasco Fariam, e ter sido doada a um dos seus filhos, o qual por ser muito franzino, os seus servos lhe puseram a alcunha de Farinha Podre.
Dizem outros, que foi aquando da reconquista cristã e os senhores da terra se foram refugiar nas Astúrias, que o moinho de sua pertença entrou em descalabro e os moleiros desta terra se terem instalado junto das ribeiras e do rio Alva, criando os seus moinhos e moendas, fazendo concorrência ao moinho senhorial, e em sentido depreciativo faziam constar que este só fabricava farinha podre, ao contrário do deles onde ela saía óptima."
* in "Pegadas dos meus pés", de Alfredo Santos Fonseca (2006)
Publicado por: U. F. de São Pedro de Alva e São Paio de Mondego
Última atualização: 26-11-2025