Seis meses depois...

Seis meses depois...

O dia 15 de Outubro ficará para sempre nas nossas memórias!

Naquele dia quente de outubro, quando já nada fazia prever um acontecimento destes, as nossas vidas mudaram, tudo mudou. O fogo tomou conta de tudo, apoderou-se das nossas paisagens, dos nossos bens, e até vidas humanas roubou.

Um sentimento de tristeza, fraqueza e impotência que se apoderou de todos e que custa a desaparecer, porque efetivamente tudo mudou naquele dia. Foram vidas humanas, foram habitações, foram animais, foram culturas, foram empresas e consequentemente postos de trabalho, uma enorme mancha florestal, foram anos e anos de trabalho e dedicação que desapareceram num ápice, tornando tudo negro à nossa volta, incluindo o nosso espírito.

Passado meio ano sob este fatídico dia, fazendo um pequeno balanço dos acontecimentos, torna-se necessário repensar as nossas atitudes no que diz respeito à segurança de pessoas e bens, à prevenção e defesa da floresta, ao meio ambiente, à urbanização, às acessibilidades, e reter os ensinamentos que este acontecimento nos proporcionou, até porque como alguém já disse: “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”.

E assim é, pusemos mãos à obra e passados 180 dias continuamos a “combater” o fogo e os seus efeitos, nomeadamente no apoio às famílias atingidas, através da entrega de bens de primeira necessidade, quer através de restauros e conservação do património afetado, e até no apoio psicológico tão necessário nestas situações.

Não podemos deixar de salientar a onda de solidariedade que emergiu perante esta tragédia, e que nos foi dando força e coragem para nos reerguermos. A ajuda que nos foi chegando de todo o país e do estrangeiro, e a vários níveis, quer humano, monetário, alimentar, materiais de construção, mobiliário, eletrodomésticos, que vieram colmatar as primeiras necessidades das nossas populações.

Apesar da paisagem desoladora, o verde regressou aos nossos campos e montes, talvez como um sinal de esperança num retorno à normalidade, que tarda em chegar, mas não baixamos os braços e continuaremos a “combater” este fogo…..

O Executivo da União de Freguesias de S. Pedro de Alva e S. Paio de Mondego




Seis meses depois...